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Greve de caminhoneiros chega ao 6º dia

  • Redação
  • maio 26, 2018
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Paralisação dos caminhoneiros já causou reflexos em vários segmentos no Maranhão (Foto: Biné Morais/O Estado)
Paralisação dos caminhoneiros já causou reflexos em vários segmentos no Maranhão (Foto: Biné Morais/O Estado)

 

Paralisação continua mesmo após governo e representantes da categoria anunciarem proposta para suspender greve por 15 dias. Governo autorizou uso das Forças Armadas para liberar rodovias.

Pelo sexto dia seguido, caminhoneiros fazem manifestações pelo país. Os atos deste sábado (26) ão continuidade à mobilização contra a disparada do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras em vigor desde julho de 2017.

Ao todo, 11 aeroportos do país estão sem combustível. Dos 519 pontos de manifestação de caminhoneiros, 132 foram liberados.

Em pronunciamento nesta sexta-feira (25), o presidente Michel Temer disse que o governo acionou forças federais para desbloquear as estradas.

Na noite desta quinta-feira (24), o governo federal e respresentantes de caminhoneiros haviam anunciado proposta para suspender a greve por 15 dias. Ainda assim, a paralisação continou.

Já nesta sexta-feira (25), o governo publicou um Decreto de Garantia da Lei e da Ordem que autoriza uso das Forças Armadas para liberar rodovias. Válido até 4 de junho, o decreto inclui:

  • remoção ou a condução de veículos que estiverem obstruindo a via pública;
  • escolta de veículos que prestem serviços essenciais ou transportem produtos considerados essenciais;
  • garantia de acesso a locais de produção ou distribuição de produtos considerados essenciais;
  • e medidas de proteção para infraestrutura considerada crítica.

O Ministério da Defesa informou que, entre sexta e sábado, foram liberados pela Polícia Rodoviária Federal, com apoio das Forças Armadas, 132 pontos que estavam bloqueados nas rodovias pelo país. Até sexta, eram 519 pontos com bloqueios.

Ainda na quinta, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que há indícios de locaute, ou seja, uma ‘aliança’ entre caminhoneiros autônomos e empresas de transporte para forçar o governo a reduzir o preço do diesel. A Polícia Federal investiga.

Aeroportos

São eles:

  • Carajás
  • São José dos Campos
  • Uberlândia
  • Ilhéus
  • Palmas
  • Goiânia
  • Campina Grande
  • Juazeiro do Norte
  • Recife
  • Maceió
  • Vitória

Nos aeroportos com falta de combustível, as companhias devem prever querosene para cumprir toda viagem, pois não haverá condições de abastecimento em solo.

A Infraero recomenda às empresas aéreas que verifiquem a disponibilidade de combustível nos aeroportos antes de fazer a viagem. Também recomenda aos passageiros que procurem suas companhias para consultar a situação de seus voos.

A estatal informa, ainda, que aguarda a chegada de carretas de combustível.

Já os aeroportos de Navegantes, Cuiabá, Aracaju e Petrolina estão com possibilidade de esgotamento de combustível.

A Infraero aguarda a chegada de carretas de combustível para todos esses aeroportos. A empresa ressalta que os aeroportos não estão fechados e podem receber pousos e decolagem, mas a aeronave que pousar pode não conseguir abastecer.

Nove voos que pousariam no Aeroporto de Brasília e 31 voos que sairiam de lá foram cancelados neste sábado (26). As reservas de combustível se esgotaram na sexta-feira (25).

Há previsão de que outras carretas abasteçam o local, o que pode aumentar a capacidade por mais oito horas.

Caminhão-pipa leva combustível para o Aeroporto de Congonhas escoltado por equipes da Polícia Militar (Foto: Deividi Correa/Estadão Conteúdo)

Abaixo, o G1 lista as principais consequências e, logo depois, detalha os impactos em cada setor e nas regiões do país:

  • há redução nas frotas de ônibus em várias cidades;
  • cidades, inclusive capitais, decretaram calamidade pública e estado de emergência, como São Paulo;
  • 11 aeroportos estão sem combustível;
  • 132 de 519 pontos de manifestação de caminhoneiros foram liberados.

Estado de Emergência em SP

Na sexta-feira (25), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), decretou estado de emergência por causa do abastecimento prejudicado pelos protestos de caminhoneiros. Com o decreto, a cidade pode apreender combustível estocado de postos privados, por exemplo, e fazer compras sem licitação. Também permite realizar gastos sem depender de empenho orçamentário.

  • Atendimento médico de urgência e emergência por meio do Samu;
  • Funcionamento da maternindade Moura Tapajóz;
  • Transporte coletivo;
  • Coleta de lixo;
  • Infraestrutura;
  • Defesa Civil;
  • Guarda Municipal.

Além disso, foi criado um Gabinete de Crise, que vai atuar na adoção de medidas administrativas e judiciais para manter os serviços públicos essenciais.

O governo de Pernambuco também decretou situação de emergência para manter funcionando os serviços essenciais à população no estado.

O decreto foi anunciado no Diário Oficial de Pernambuco deste sábado (26) e visa viabilizar a distribuição de combustíveis, alimentos e insumos a entidades públicas e a segmentos da sociedade civil.

“Tudo o que estiver dificultando o cumprimento das decisões judiciais, o abastecimento dos postos de gasolina, o abastecimento de mercadorias, será facilitado com ações que constam nesse decreto”, afirmou o governador Paulo Câmara.

Além do decreto, o governador enviou um ofício ao general do Exército, Artur da Costa Moura, pedindo o uso dos parques de tancagem das Forças Armadas no Grande Recife e no interior do estado para receber e distribuir combustível.

(A seguir, o G1 mostra os destaques do que ocorre pelos estados nos principais setores afetados: transportes, combustível, saúde, energia, abastecimento, segurança, educação, indústria e serviços públicos. Veja também a lista das coberturas AO VIVO em cada estado, como o que ocorre agora em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.)

Veja os principais reflexos da paralisação pelo país:

Transporte

  • No Rio, o BRT está com a operação suspensa por tempo indeterminado. Há também redução em frota de ônibus; a Rio Ônibus não divulgou quantos ônibus nas ruas, mas vê risco de paralisação total
  • Em São Paulo, as Rodovias Anchieta e Régis Bittencourt têm manifestação de caminhoneiros.
  • A SPTrans informou que a frota de ônibus deve operar no fim de semana com 40% da capacidade
  • Em Belo Horizonte, a falta de combustível terminou em confusão em um posto, e a polícia teve de ser chamada.
  • A empresas de transporte público no DF funcionam com a tabela horária de domingo – ou seja, 40% da frota está nas ruas. No domingo, o sistema vai operar “de acordo com a demanda”. O Metrô não terá alterações no horário de funcionamento no fim de semana. Informações da Secretaria de Mobilidade.
  • No Paraná, por volta das 7h, havia 86 pontos de manifestações nas estradas federais, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
  • Em Minas Gerais, são mais de 60 pontos interditados em dez rodovias federais na manhã deste sábado (26).
  • No Espírito Santo, caminhoneiros continuam a ocupar 14 pontos de rodovias. Na BR-262, em Viana, a força policial estadual e a Polícia Rodoviária Federal fazem vistorias em cargas com animais vivos e também querem saber se há caminhoneiros sendo coagidos. Não há relato de uso de força.
  • Em Alagoas, rodovias continuam bloqueadas na manhã deste sábado. Apenas um trecho da BR-316, em Maribondo, foi liberado, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
  • Em Brasília, 40 voos foram cancelados na manhã deste sábado pela falta de combustível. Só pousam no DF as aeronaves com querosene suficiente para decolar de volta. Não houve registro de chegada de caminhões de abastecimento no terminal brasiliense até as 7h deste sábado.
  • Em Paulínia (SP), caminhões estão no acostamento e nos gramados da Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), na altura do km 129 ao km 130. Distribuidoras estão paradas.
  • No Aeroporto Internacional do Recife-Guararapes/Gilberto Freyre, 13 voos foram cancelados neste sábado por falta de combustível. Quem depende de ônibus e metrô também está enfrentando problemas já que a operação está reduzida.

Combustível

Saúde

  • As cirurgias eletivas foram suspensas em Minas Gerais, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES). “A prioridade, no momento, é a urgência e emergência”, disse a nota. As ambulâncias estão circulando com restrição, mas nenhum problema de atendimento foi identificado.
  • A Santa Casa de Piracicaba, no interior de São Paulo, suspendeu a realização das cirurgias eletivas, consideradas não urgentes, por conta da paralisação dos caminhoneiros

Energia e abastastecimento

  • Rio Grande do Norte enfrenta desabastecimento de alimentos, combustíveis e gás de cozinha.
  • Em Natal, pelo menos 40% dos postos acusa falta de pelo menos um tipo de combustível. Além disso, a frota de ônibus foi reduzida para evitar um colapso no sistema de transporte público.
  • A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) pede para que população economize água. Concessionária diz que “permanecerá agindo para que suas atividades de produção continuem sem interrupção”.
  • No Distrito federal, cerca de 35 caminhões foram escoltados para serem recarregados no Setor de Inflamáveis – os donos de postos de combustíveis estão indo ao local a partir da garantia que o governador Rodrigo Rollemberg deu nesta sexta-feira de que “todos que forem, vão abastecer e sairão com escolta”.
  • Em Campinas, Policiais militares do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) fizeram a escola de oito caminhões na saída de uma distribuidora de combustíveis em Paulínia (SP), na noite desta sexta-feira (25). De acordo com o tenente-coronel Marci Elber, o combustível será utilizado em veículos que prestam serviços essenciais em Campinas (SP).

Segurança

Coleta de lixo e serviços públicos

  • Em São Paulo, a coleta de lixo está suspensa

Educação

Veja a situação nos estados:

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